sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O que nos ensinam Fred Astaire & Ginger Rogers.

“Mas isso não é um blog, é um muro de lamentações!” Esta foi uma crítica que ouvi ultimamente sobre o blog. Comecei a perceber que de uma certa forma, ela faz algum sentido. Vejamos, o que temos no blog; reclamações de homens, homens idealizados para o mal (não acredito que podemos simplificar as pessoas em 7 mandamentos, felizmente o ser humano é uma criatura complexa e múltipla, independentemente do sexo), choradeiras com chocolates, vítimas, vítimas, oh ... nós, pobres mulheres... Por que sempre falamos de relacionamentos mal sucedidos? Por que sempre, nós mulheres, somos vítimas de homens insensíveis? Ora, se somos vítimas deles é porque nós escolhemos sempre este papel. Leitoras, vamos parar de lamentações !!! Vamos focar em relacionamentos bem sucedidos, o que temos a aprender com eles? Acreditem relacionamentos bem sucedidos existem e não são tão raros como o ET de Varginha.

Proponho uma observação atenta em um casal da ficção em especial; Fred Astaire e Ginger Rogers. Os dois dançarinos, cantores e atores encantaram e romantizaram o mundo entre as décadas de 1930 e 1940, juntos o casal lançou sete filmes. Astaire e Rogers dançando eram perfeitos, sempre que assisto os dois em seu belo balanço penso que o amor pode ser possível. Não falo de amor romântico, impossível e perfeito como um comercial de margarina. Também não sou tão lunática assim, sei que estamos falando de uma ficção, sei que um relacionamento não é 100% perfeito, todos os casais tem seus problemas. Mas quando vejo Fred e Gingers dançar penso que um relacionamento a dois pode funcionar como uma dança; sincronismo, elegância, suavidade, leveza, paixão sem deixar um minuto o mais importante que infelizmente vem sendo esquecido; o olho no olho. Os céticos irão dizer; “isso não faz o menor sentido, é ficção, não existe, que romantismo bobo”. Tudo bem pode até ser verdade, então não vamos focar em relacionamentos perfeitos, mais nos possíveis. Aí, volto à dança, por mais que existam passos marcados ela não possui regras, cada casal faz as suas. Ás vezes cada um dança mal separado, mas juntos são perfeitos, indivisíveis...como uma dupla dinâmica. No entanto, não se atinge a perfeição sem muuuito ensaio e paciência.

Portanto, fugindo do romantismo idealizado, acredito sim nos amores possíveis, conheço alguns, inclusive. Quando falo de possíveis, falo de tolerância. Acho que falta paciência e tolerância, hoje em dia os relacionamentos estão cada vez mais descartáveis. As pessoas criam um modelo de sexo oposto e procuram uma pessoa que se encaixe naquele modelo, querem olhar para o outro e plin.... como um passe de mágica se apaixonar perdidamente e quando isso não acontece, é só frustração, deixamos de nos apaixonar e pronto, fim de relacionamento. Acredito que o amor vem com o tempo, o encanto que vem aos poucos, em doses homeopáticas, um sorriso, um olhar, um gesto, uma admiração... enfim, um olhar novo sobre aquela pessoa que às vezes não damos nada por ela. Aí sim, surgi um amor possível, um amor não idealizado de um príncipe encanto, mas um amor maduro, construído na aceitação das diferenças e dos defeitos que todos nós temos. Um amor tal como uma dança, onde o fundamental é o companheirismo e a cumplicidade. E você? Acredita?

Mariana


3 comentários:

  1. Acreditar até que acredito, o problema é que ELES NÃO!
    Rs

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  2. Também não é assim, não vamos generalizar os homens... acreditar ou não depende da pessoa e não do sexo.

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  3. Mariana, gostei do seu texto, que li a partir de uma indicação sua no orkut do Fred e Ginger. Esses dois artistas emanam como poucos aquela magia que leva espectadores ao cinema e os transporta para outra dimensão, fazendo os rapazes quererem tomar a Ginger nos braços e a conduzirem pelo salão e as mulheres quererem ser conduzidas pelo Fred. Quantos já não foram enredados pela ilusão das telas, não é? Eu, por exemplo, comecei a fazer aulas de dança de salão por causa desses dois!... Mesmo que a gente diga que sabe que tudo aquilo é ficção, acabamos por comparar o casal perfeito com as contrapartes cotidianas, o que nos torna muito seletivos nas nossas escolhas. Acho que sempre é muito difícil encontrarmos um equilíbrio no meio disso, mas nunca devemos deixar de tentar!

    Bjinhos. Espero que tudo dê certo contigo.
    Se quiser, dê uma passeada pelo meu blog também! O endereço dele é www.ofilmequeviontem.blogspot.com

    Dani

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