terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo!!!



Receita de Ano Novo
(Carlos Drummond de Andrade)

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)



Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Feliz 2011 !!!!!



Mariana

domingo, 26 de dezembro de 2010

2011


Fim de ano, festas, reuniões, entre uma comilança e outra fazemos os nossos planos para o novo ano. Promessas que tentaremos cumprir nos próximos 365 dias! Esperanças renovadas, novos projetos e desafios. Sei que isso é na verdade uma certa ilusão, nada muda, na prática o calendário se altera e você fica mais velha, mas eu adoro esse clima de recomeço. Então resolvi dividir com vocês algumas metas/ desafios para 2011. E vocês, quais são as suas metas para 2011?

  1. Comer menos chocolate/ doces e emagrecer 3 quilos.

(essa é uma meta constante...)

  1. Consumir alimentos mais saudáveis, em especial legumes.

(o quanto isso é difícil pra mim...)

  1. Praticar alguma atividade física.

(pilates talvez...)

  1. Ir ao médico e fazer meus exames periodicamente.

(cuidar da saúde sempre é importante.)

  1. Fazer uma viagem inesquecível.
  2. Pintar meu cabelo.

(de preto...)

  1. Aprender a relevar mais as bagunças domésticas do meu noivorido.

(é um exercício diário...rs)

  1. Ser mais paciente e tolerante, comigo e com os outros.
  2. Ser uma profissional mais completa.

(já sou uma boa pesquisadora, preciso me tornar uma boa professora!)

  1. Guardar uma quantidade mensal fixa dos meus rendimentos.
  2. Aprimorar meus dotes culinários e domésticos.

(já melhorei muito nesse quesito.)

  1. E a meta principal e eterna: continuar tentando me tornar uma pessoa melhor!
Isabele
FRASE DA SEMANA


"O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal."
(Autor Desconhecido)


Jacqueline

sábado, 25 de dezembro de 2010

AS MAIS BEM VESTIDAS DE 2010

Todo fim de ano é a mesma coisa, várias revistas elegem as mulheres mais bem vestidas do ano. Algumas são lindas outras nem tanto, algumas se vestem de forma mais clássica, outras mais elegantes, algumas são mais fashionistas e excêntricas, etc. A revista Vogue norte-americana elegeu, por votação dos leitores, Lady Gaga como a mulher mais bem vestida de 2010 (bem, nada contra Gaga, sua aparência exótica e meio andrógena, mas não podemos sair por aí vestidas com um vestido feito de carne crua, ou um chapéu feito do nosso próprio cabelo...). Tudo bem, na mesma lista também constavam outros nomes, mais acessíveis e que podem até nos servir de inspiração para melhorar o look em 2011, como Michelle Obama, Jessica Biel,Carey Muligan, Kate Moss, Sarah Jessica Parker, na versão teen da lista temos também Taylor Swift, Kristen Stewart, Emma Watson, Amanda Seyfried... Pesquisei algumas listas e percebi que elas são bem ecléticas, incluem mulheres de estilos bem diversos. Selecionei aqui doze mulheres lindas que apareceram em diferentes listas das mais bem vestidas de 2010, para elegermos o nosso Top Five. Em que vocês votam?

Drew Barrymore

Michelle Obama






Jessica Biel










Victoria Beckham


Amanda Seyfried








Carey Mulligan










Rihana










Kristen Stewart


Taylor Swift








Sara Jessica Parker











Diane Kruger


















Kate Moss


Isabele

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!!!


Parece que foi ontem que eu estava aqui escrevendo o último post de natal... muita coisa aconteceu neste ano e eu tenho orgulho em dizer que o blog sobreviveu.


Queridos leitores, nós, as donas do "Doces, Sexo e Histórias", desejamos um natal fantástico para todos vocês e que esse clima natalino preencha cada possível lacuna nos corações e nos estômagos de todos (Hmmm... rabanadas...).


Que Papai Noel...



... traga muitas coisas boas no seu saco para todo mundo!!!

Jacqueline

domingo, 19 de dezembro de 2010

FRASE DA SEMANA


"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)


Jacqueline


terça-feira, 14 de dezembro de 2010


FRASE DA SEMANA


"Os Homens são de Marte... e é para lá que eu vou."

(Título da peça de teatro de Mônica Martelli)

Jacqueline


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Qual heroína da literatura brasileira mais se parece com você?

Mulher que lê, Jacques-Émile Blanche


Lendo a revista “Cláudia” de novembro me deparei com esta reportagem, achei interessante para compartilhar com as leitoras e leitores do nosso blog.


Espelho seu.

“As personagens mais famosas da literatura brasileira guardam traços de todas nós. O poeta e cronista Fabrício Carpinejar pinçou-as e descreveu o que elas têm de comum conosco. Aceite o desafio e responda: quem é você e como se relaciona com os homens?
O livro é um espelho portátil que podemos levar para qualquer lugar. Um espelho inclinado. Retrovisor de cama. Todo leitor vai procurar sua história em cada leitura. Rastrear sua infância, entender suas manias, ganhar argumentos para seus impasses. Tanto que acredito que há três tipos de escritor; aquele que faz a gente fugir de nossa vida, num movimento de evasão; aquele que faz a gente assumir nossa vida, produzindo identificação; e o melhor, aquele que nos devolve a própria vida, criando uma súbita e necessária intimidade. Nesta brincadeira, apresentamos oito personagens da literatura brasileira. São ficcionais somente para quem não acredita nelas. Será natural abraçá-las, enxergá-las na rua, no trabalho, dentro de casa. A pergunta que não tem como abafar será: “eu a conheço de algum lugar?” Sim, conhece, mesmo que ainda não tenha lido o livro de onde ela saiu. Talvez seja você mesma. Ou no passado. Ou no futuro. Essas mulheres representam comportamento, disposições sentimentais, brechas amorosas. São tipos psicológicos convincentes, que já entraram no imaginário popular. Ler é conversar com a própria imagem. Qual é a sua?


A Libertina C. L. B. (A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro).

Sexo sem culpa? Sem arrependimento? É a proeza desta baiana de 68 anos, residente no Rio de Janeiro, que não tem medo de conhecer o prazer a fundo, o ritmo de sua nudez, e descreve seus principais tórridos casos. Picante, atrevida, sestrosa. Apresenta a força excitante da palavra, a sedução verbal, e realiza o sonho de viver ao máximo para depois ficar rindo à toa dos preconceitos dos outros.

A Enigmática Capitu (Dom Casmurro, Machado de Assis).

“Olhos de ressaca. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saia delas vinha crescendo e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.” Hipnotizante, de poucas palavras, faz Bentinho enlouquecer de ciúme. Encarna o mistério: até hoje se discute se ela traiu ou não o marido. Representa a sutileza feminina, o ardil de contar com a precipitação masculina para não precisar falar nada. Insinua e não confessa. Apaixonante, fiel a sim mesma, guarda segredos até o fim. E mostra que o homem é naturalmente paranóico, pois prefere adivinhar em ver de perguntar.

A Teimosa Ana Terra (O Continente, Érico Verissimo).

Mulher que não se dobra fácil para a paixão. Absolutamente receosa, primeiro desconfia que está apaixonada e depois faz uma série de testes para ver se realmente o homem a merece. Ana Terra não facilitou a vida de Pedro Missioneiro, que chegou a trabalhar na estância da família. Antes de se entregar, infernizou a vida do pobre sujeito. Botou cinza fria em sua comida e encheu de sal seu pote de leite. Cuidado: ela tira o amor de dentro do ódio.

A Crédula Macabéia (A Hora da Estrela, Clarice Lispector).

História triste é bobagem perto de Macabéia. Nascida no sertão de Alagoas, seus pais morreram quando tinha 2 anos e ela morou com a tia beata, que dava cascudos em sua cabeça para não pensar em bobagem. Quis ter um cão, mas não podia. Não achava que merecia nem o amor de um cão, mas somente o amor das pulgas. Pode? Acreditava em tudo o que diziam: que o ovo faria mal ao fígado, que era feia, que iria para o inferno. Sua única esperança era pintar as unhas de vermelho. Colecionava anúncios de jornais, alimentando a ilusão de uma vida melhor. É aquela que tem medo de incomodar, que dificilmente confessará seu anseio. É tão carente que é capaz de se anular. Perdeu o namorado, Olímpico, para a amiga Glória. Nem brigou, aceitou o que o destino queria. Vai procurar uma cartomante para ouvir o que deve fazer.

A Separada Mercedes (Divã, Matha Medeiros).

Mercedes resolve fazer análise pela primeira vez. O livro todo é uma confissão dos segredos e dos medos de uma mulher com mais de 40 que enfrenta a separação depois de um longo casamento. Como reconquistar a confiança e recomeçar? Como não se sentir trocada? Ela tenta se adequar ao mundo de solteira, sair de novo, namorar, apoiando-se nas amigas para retomar sua vida sexual. Enfrenta situações engraçadas ao se envolver com um homem mais jovem. Operação difícil: vencer o pânico da mudança de costumes e superar a sensação de estar envelhecendo. Há na Mercedes um questionamento bem moderno: da mulher que, além de ser feliz, busca entender sua felicidade.

A Disfarçada Diadorim (Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa).

Diadorim é a mulher-neblina. Aquela que vai boicotar sua beleza, se esconder em figurinos toscos, tentar alisar os cabelos quando maravilhosamente crespos, passar máquina zero quando lisos. Sofre do complexo de Joana D´Arc: renuncia ao corpo por uma causa. Nunca está satisfeita com a aparência e pretende mostrar que é forte e viril e não precisa de casamento. Por mais que tente sufocar sua feminilidade, a doçura dos olhos verdes contraria o destino de jagunço. No romance de Rosa, Riobaldo se apaixona por Diadorim, colega de guerrilha no sertão, mas pensa que ela é ele: Reinaldo. A moça morre em combate contra Hermógenes, o assassino do pai dela.

A Fiel Dona Flor (Dona Flor e Seus Dois Maridos, Jorge Amado).

Cor bronzeada, cabelos lisos e negros, olhos sensuais e lábios grossos, Flor se apaixonou por um canalha. Enfrentou a mãe, Rozilda, para casar de qualquer jeito com o malandro Vadinho. Sedutor, era um amante fogoso que pedia para ela se despir inteira, coisa incomum diante dos recatos de um casamento. Foram sete anos de união, em que Flor entregava-se com voracidade ao sexo e depois passava a noite em claro esperando seu amado voltar. Suportava suas galinhagens e gastanças. Vadinho morre e ela continua desejando-o, mesmo casada com Teodoro. Segue recebendo o fantasma em sua cama. Não larga um amor nem depois da morte.

A Injustiçada Lúcia (Vestido de Noiva, Nelson Rodrigues).

Nunca aceita a responsabilidade pelo seu destino, culpa a falta de sorte e o olhar gordo dos próximos. É a ciumenta, que julga sempre que teve seu amor roubado. Compete com as próprias conhecidas para conquistar alguém. Ao brigar com o namorado, vai desconfiar que foi outra. Não tem amigas, mas adversárias. Ela perdeu seu amor, Pedro para a irmã, Alaíde. Os dois casaram e experimentaram uma história de permanente suspeita de adultério.”


Depois de ler a reportagem tentei me encaixar num desses perfis, quem seria eu? Qual heroína representaria? Cheguei a conclusão que sou uma mistura de Ana Terra com Macabéia. E você, cara leitora, qual delas faz mais a sua cabeça? E os leitores, qual destes perfis você escolheria como companheira? Se manifeste!!!!

Mariana

domingo, 5 de dezembro de 2010


FRASE DA SEMANA


"Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito."
(Fernando Pessoa)

Jacqueline (Perfeita... rsrs)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Casamento: Não dê ouvidos aos conselhos pessimistas.


UM SUGESTÃO PARA QUEM VAI CASAR:

NÃO DÊ OUVIDOS AOS CONSELHOS PESSIMISTAS.


Enfim, depois de 2 anos e meio de namoro, fiquei oficialmente noiva! Até ai tudo bem, nada de tão espantoso assim para um casal que já está junto há algum tempo, que se dá super bem, blá, blá, blá.... O casal está vivendo um momento legal, cheio de planos para o futuro e sonhos... O casal de pombinhos, feliz e contente com o novo passo, começa a contar para os amigos, conhecidos, familiares, etc. E aí caros leitores (as) é que a confusão começa. Parece que cada pessoa, com base na sua própria experiência, tem um conselho ou dica para dar ao jovem casal. Eu me surpreendi um pouco com as cobranças, informações e conselhos que estariam por vir.

Bem, formalmente um noivado pressupõe casamento logo em seguida ou num espaço de tempo de cerca de um ano. Então a pressão começa: quando é o casamento, quando será a festa? Se sua resposta para o quesito “festa” for: ah, não faremos festa! De forma impressionante algumas pessoas se acham no direito de te questionar por conta dessa “falha grave” que você supostamente estaria cometendo. Outras pessoas mais insistentes, ainda continuam: mas não fará nem um bolo? Casamento tem que ter comemoração! (juro que para alguns eu tenho vontade de responder: “justamente, eu tenho que comemorar não necessariamente chamando você...”). Se sua resposta é definitivamente não, algumas pessoas parecem desoladas... As vezes dá até vontade de inventar que vai fazer algo sobre para pararem de perguntar.

Outro problema é você ter que aprender a lidar com a enxurrada de bobagens que você começa a ouvir. De um lado terá o grupo dos “defensores do matrimônio” e dos “últimos românticos de plantão” – menor grupo – e do outro o grupo dos “divorciados traumatizados” (não sei, mas esse me parece o grupo que mais cresce...) e dos “solteiros convictos”. Vou dividir com vocês algumas máximas que eu já ouvi:

- Antes de casar pense em tudo de bom que você irá perder...

(Acho essa frase uma das piores... você não ganha nada de bom?)

- Não lave as cuecas do seu marido, as mulheres aprendem a lavar as suas calcinhas no banho, você precisa ensiná-lo a fazer isso...

(até faz sentido... mas se o cara não aprendeu até o casamento dificilmente será com a esposa que ele irá aprender...)

- “No início é meu bem, depois são meus bens”.

- Porque você quer casar? Você não precisa disso...

(ah? Como assim...?)

- O casamento é uma instituição falida.

- Casar até tudo bem, só não tenha filhos.

- No início, tudo são flores... depois ele arruma outra e você vai ver só...

(as vezes parece que toda relação amorosa está fadada a infidelidade.)

- Porque casar, se você pode namorar pra sempre...

(será que vocês conseguem adivinhar se ouvi isso de um homem ou de uma mulher?; Eu me pergunto o casamento não poderia ser de alguma forma um eterno namoro?)

- Uma coisa é certa se casamento fosse bom não precisava de testemunha...

- Não espere que o seu noivo mude, ele mudará sim, mas... para pior!

(muito animador ouvir isso... mas é possível que tenha um fundo de verdade.)

- Se você está apenas apaixonada, não se case, faça isso somente se você tiver certeza de que o ama e mais que isso, tenha absoluta certeza de que ele é seu amigo. A paixão vai acabar, o amor pode até balançar, mas a amizade será necessária para que vocês consigam perdoar as falhas um do outro.

(ai algo que eu concordo...)

Quando eu falo de casamento me refiro a qualquer tipo de associação. Pode ser união estável, casamento no cartório, sem cartório, morando juntos, juntos em casas separadas, todas as variações, eu acredito que “junto com fé casado é”. Em tempos de infidelidade constante e muitas relações superficiais, acho que o “casamento”, com todas as suas variações é algo que deve ser bem pensado, mas que não vejo como uma instituição falida ou fadada ao fracasso. Acredito que muitas vezes o problema, com mais ênfase para as mulheres, está na idealização que se faz. Casar não é brincar de casinha, então não devemos esperar um conto de fadas. Muitas pessoas também casam esperando que a outra pessoa mude o que dificilmente isso ocorrerá. Se algo que o seu parceiro (a) faz te irrita ou que você deteste, você deve logo pensar em como irá lidar com isso, exemplo: se você se irrita constante com a desorganização de seu parceiro (a) imagina quando dividirem o mesmo espaço, pois isso será elevado à décima potência!

Não existe uma receita de bolo para o casamento perfeito, casar é não algo fácil, é preciso avaliar, reavaliar e avaliar de novo antes de juntar as escovas de dente. Mas acho que as dificuldades não devem servir como desincentivo ao casamento, até entendo que tenha muita gente traumatizada por aí, mas vamos com calma, cada caso é um caso. Não concordo totalmente com essas pessoas que criticam o casamento, porque tais críticas precisam ser entendidas por dois ângulos: na maioria dos casos, os “críticos” falam da sua experiência ruim, ou seja, um casamento que não deu certo, por outro para que chegassem a essa conclusão tiveram que casar, vivenciaram a experiência para saber como é. Segundo o IBGE, a cada quatro casamentos temos um divórcio. Espero estar em os três, mas se não der não deu... O que vale é tentar ser feliz! Se fosse dar um conselho para um casal que está pensando em “casar” eu diria: não dê ouvidos aos conselhos, cada relação tem suas particularidades, você não pode ter certeza se dará certo ou não, então tenha a sua experiência, apenas isso. E não dê ouvidos aos traumatizados de plantão!


Isabele de Matos

domingo, 28 de novembro de 2010

FRASE DA SEMANA
"Certas dietas são simples. É só cortar açúcar, frituras, massas, molhos, bebidas alcoólicas, pães, biscoitos... e os pulsos."
(Radical Chic)

Jacqueline

domingo, 21 de novembro de 2010


FRASE DA SEMANA


"99% dos homens dão uma má reputação ao resto."

(Autor desconhecido)



Jacqueline


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fim do relacionamento: luto ou não?


Hoje, passeando pelo 'Globo.com', eu vi uma foto que me chamou a atenção. Esta aí:



O moço da foto é o David Arquette, ator americano com um ou outro filme de sucesso por aqui. Inicialmente eu achei estranho porque o Arquette, até onde eu sabia, era casado com a Courteney Cox (a Mônica do seriado Friends) há muitos anos. Curiosidade aguçada e fui ler a matéria - enfim, Arquette e Cox se divorciaram HÁ UM MÊS!!! Um mísero mês e o cara já está publicamente ativo de novo e ainda deu uma entrevista dizendo que chorou a primeira vez que fez sexo depois do divórcio - depois que o quê? FEZ SEXO!!!

Eu não sei as circunstâncias da separação, mas eu ia ficar bolada no lugar da Cox por ter sido tão facilmente e publicamente superada. Sem contar que eu sou um modelo meio ultrapassado e antiquado, que ainda acredita na necessidade de um lutinho básico depois de um relacionamento, principalmente quando ele é longo. Quando uma relação acaba, ficam marcas emocionais muito fortes nos envolvidos e sair por aí desenfreadamente pegando geral ou logo emendar num novo relacionamento, faz com que essas marcas sejam cobertas por outras e quando se dá conta, há um emaranhado de marcas, cicatrizes e paleativos sobrepostos que escondem a pessoa dos seus reais sentimentos.

Cada pessoa é diferente e lida com as circunstâncias de forma diferente, principalmente quando o moral e auto estima estão abalados - eu reconheço que dá vontade de se jogar por aí tentando desestigmatizar o passado, mas é nessa hora que eu recomendo: Cuidado! Refletir melhor para não cair em furada. Se o Arquette tivesse pensado melhor não teria saido por aí falando sobre intimidades com a Cox.

Enfim querida, terminou um relacionamento? Compre umas duas barras de chocolate, baixe umas comédias românticas, chame seus amigos para falarem mal do seu ex, chore no chuveiro e pense na vida sozinha um pouquinho.

Só um alerta: o luto é necessário, mas não exagere... nada de fossa por muito tempo porque senão vira chatisse - só o sufiente para se ir para o mundo sem magoar ninguém e, principalmente, sem se magoar.

Jacqueline

domingo, 14 de novembro de 2010

FRASE DA SEMANA


"Problema com homem é praticamente um pleonasmo."
(Frase adaptada do filme 'Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos')


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SOLTEIRAS, RUMO A CHINA !


A China adotou, desde a década de 70, a política do filho único. Em linhas gerais, tal política visa controlar o crescimento populacional deste país, proibindo casais de terem mais de um filho.


Dentre muitos problemas e ambigüidades dessa imposição aos casais, um dos principais é o fato de que segundo a tradição chinesa, o homem é o responsável por zelar pelos pais na velhice e também por fazer os devidos ritos funerários, dessa maneira, as famílias preferem ter meninos e geralmente abortam meninas ou as deixam nascer e as abandonam para tentar um menininho (é triste, eu sei).


Onde eu quero chegar?


Bem, por conta da preferência nacional por meninos, na China existe cerca de 130 homens para cada 100 mulheres – alguns homens chegam a raptar mulheres para forçá-las a casar. Daí conclui-se que:



A China é o paraíso em potencial para as solteiras que querem casar e não se importam com olhinhos puxados!!! Comecem agora a fazer a 'poupança China'!




E tem uns exemplares até bem bonitinhos por lá...

Solteiras, rumo a China!!!


Jacqueline

domingo, 7 de novembro de 2010

FRASE DA SEMANA


"Mulher é igual a cerveja: cheira bem, tem boa aparência, você passaria por cima da sua mãe pra ter uma!

E logo vai querer outra..."

(Homer Simpson)

Jacqueline



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Antropofagia Feminina e o Mito da Vagina Dentada.



Versão moderna do Mito da Vagina Dentada, o filme “Teeth” de 2007.



Os homens sempre procuraram entender as mulheres. A observação masculina ao feminino sempre foi tema de tratados religiosos, psicológicos, culturais e científicos. Podemos dizer que durante boa parte da Idade Média predominou o medo nessas narrativas. Conhecidas como “agentes do satã” as mulheres estavam muito mais ligadas do que os homens ao ciclo da vida. Assim, ao mesmo tempo em que geram e dão luz a uma nova vida, elas também terminam este ciclo, desde a Bíblia são as mulheres que cuidam dos mortos, limpam os cadáveres enterrando seus filhos, maridos, irmãos... Como capazes criar mas também destruir, as mulheres sempre foram vista com desconfiança.

Mesmo antes de Freud e a sua teoria da inveja do pênis, são inúmeros os relatos da Vagina Dentada. Várias culturas, desde os indígenas da America do Norte passando pela Índia até o famoso livro “Martelo das Feiticeiras”, contam a história do medo da castração masculina. São comuns nestes relatos vaginas com serpentes ou dentes que sem dó nem piedade decepam pênis (ui...)! Não se assustem, meninos, é só uma narrativa ficcional, nada disso é possível na realidade. Mulheres, sejam boazinhas...

A misoginia também foi confirmada pela Igreja Católica. Eva, por ter tentado Adão com a famigerada maçã, estaria condenada a transmitir o legado da menstruação e do parto com dor para todas nós mulheres. Segundo alguns teóricos do catolicismo, a mulher deveria ser controlada por afastar o homem da espiritualidade. Tanto Pandora como Eva foram condenadas por trazer o pecado, a desgraça e a morte ao mundo. Nessa tentativa de sujeitar o sexo feminino, surgi a ideia da virgindade e da tão famosa caça às bruxas. Na literatura religiosa São Tomas de Aquino já dizia que a mulher era somente um receptáculo, um “macho deficiente” que por não possuir razão deveria ser governada por seu marido.

E o discurso continuou e continua por séculos. Acreditem, repetimos e reproduzimos atualmente parte destas teorias. Falando com os meus alunos do 6⁰ ano sobre Educação Sexual, abordei com eles a questão da relação de gêneros, pedi que os meninos descrevessem características femininas, adivinha o que saiu? Bom, adjetivos como; delicada, sensível, fofoqueira, frágil, chata.... todos os velhos clichês que confirmam a fragilidade do “belo sexo” e a necessidade deste ser governado, controlado e subjugado pelo homem, o sexo forte! Estou longe de defender a masculinização das mulheres como fizeram as primeiras feministas, mas penso também que devemos mostrar menos ”frescura” e mais fortaleza. É necessário, urgentemente, criar uma nova geração de homens, que nos vejam mais como iguais do que como tão diferentes. Chega dessa história de que os homens precisam mais de sexo do que as mulheres, de que somos mais fracas, mais passionais, menos racionais, mais fiéis...Crescemos como estranhas e desconhecidas para os homens a ponto deles nos temerem por ter uma vagina dentada e continuamos um mistério, uma incógnita para nossos namorados, maridos, amigos... Qual a solução para aproximar mais os dois sexos?! Não tem uma fórmula matemática, uma receita de bolo, mas acho que como geradoras da vida devemos educar melhor os nossos filhos, ou você nunca ouviu que é a mãe a criadora do “galinha” de amanhã quando fica feliz por seu pequeno homenzinho estar com um monte de namoradinhas? A escola também tem a sua parcela de responsabilidade, sou completamente a favor de tornar matéria obrigatória educação sexual, que os meus alunos não me ouçam, mas temos tantos conteúdos sem tanta praticidade na sociedade atual. Do que adianta aprender fórmulas matemáticas complexas, guerras que aconteceram pra lá de Marrakesh se sabemos tão pouco sobre relacionamentos interpessoais e lidar com o nosso próprio corpo? Certa vez uma aluna me perguntou onde ela deveria usar a pílula anticoncepcional, acreditem, e olha que estamos falando de uma cidade grande como o Rio, a coisa está grave! Somente com uma boa educação, seja ela em casa, na escola e na própria sociedade, podemos eliminar alguns clichês que nos tornam tão estranhas para os homens e aproximar uma pouco mais as relações entre os gêneros, afinal, é conhecendo que a gente se entende, não acham?!

Para saber mais:

Quem gostou da reflexão histórica sobre o medo masculino a nós, mulheres, recomendo dois livros maravilhosos:

Jean Delumeau, História do Medo no Ocidente.

Georges Duby, Eva e os Padres.

Já a imagem do início deste post faz referência ao filme de terror para os homens e comédia para as mulheres “Teeth: A Vagina Dentada”(2007), nele, uma jovem vive em abstinência sexual, por causa da religião, descobre que possui dentes afiados. Podemos dizer que é uma versão moderna do Mito da Vagina Dentada.




Página de rosto do livro o “Martelo das Feiticeiras” de 1487, nele ensinamentos de como descobrir se uma mulher é uma bruxa.

Mariana.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010


"Sim, a Mulher Pode!"


O povo brasileiro presenciou no início dessa semana um fato inédito em sua história: uma mulher subiu ao planalto como a mais nova presidenta da República. Dilma Rousseff derrotou o tucano José Serra nas eleições e teve mais de cinquenta e cinco milhões de votos.


O nosso blog é apartidário, no entanto, não poderíamos deixar passar esse momento tão significativo e emblemático para o gênero feminino, pois Rousseff não derrotou somente o candidato rival, derrotou o machismo e a ignorância de um povo que ainda paga salários menores para as mulheres e que ainda e leva para as delegacias centenas de vítimas femininas da violência doméstica.


Sim leitora, nós podemos!
Jacqueline

domingo, 31 de outubro de 2010

FRASE DA SEMANA


"Porque as mulheres perceberam que não vale
a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça."
(Arnaldo Jabor)


Jacqueline


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ode ao Gato (Pablo Neruda).




Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa só
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa
de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogara as moedas da noite
Oh pequeno
imperador sem orbe,
conquistador sem pátria
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertence
ao habitante menos misterioso,
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.

Uma homenagem das "gatas" do blog "Doces, Sexo e Histórias" aos nossos gatos de quatro patas!

PS: Imagem do post; "Le Chat Noir" de Henri Toulouse-Lautrec.

Mariana

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Comer Rezar Amar!!!! Ah, como eu queria ser a Elizabeth Gilbert...





No mesmo dia da estréia assisti ao filme “Comer Rezar Amar”, confesso que não li o livro (sempre fiquei com a ideia de ser mais um chato auto-ajuda), mas a história é bem interessante ou pelo menos serve para distrair numa sexta-feira chuvosa.

O roteiro é bem conhecido, uma americana, Elizabeth Gilbert (Julia Roberts), entediada por ser rica, bem-sucedida e ter um marido bonitão e apaixonado resolve abandonar tudo em busca do prazer perdido. Não entendo muito bem esta parte, o filme pinta uma protagonista como uma sofredora, mas isso é sofrimento?! Enfim, continuando, ela resolve viajar pelo mundo em busca de uma aventura. O roteiro; Itália, Índia e Bali.

Chegando à Itália Elizabeth experimenta a maravilhosa comida italiana. A essa altura do campeonato já foi me dando uma água na boca, tanto que quando acabou o filme fugi direto para o Spoleto comer uma “pasta” (tudo bem, não é exatamente um bom exemplo de cozinha italiana, mas deu para enganar o estômago, com um pouco mais de abstração e criatividade dava para até se imaginar na Itália, quem não tem cão caça com gato, oras!). Na Índia sua missão era rezar (parte mais chata do filme, será que é necessário sofrer tanto para alcançar a espiritualidade?). Em Bali encontra o antigo e desdentado guru, e, finalmente, ama o “tudo de bom” brasileiro Felipe (Javier Bardem).

Apesar de um pouco extenso e em alguns momentos tedioso demais “Comer Rezar Amar” é um ótimo entretenimento. Não espere uma visão do tipo “National Geographic” dos países que a protagonista visita, o filme se rende a todos os estereótipos possíveis dos tipos italianos, indianos e brasileiro. Mas, afinal, é ficção e não um documentário. Mesmo assim, “Comer Rezar Amar” tem bons momentos, as paisagens são lindas, desde dos países que visita como também dos homens que encontra, ai, ai, Javier Bardem... Aliais, por falar em Javier Bardem, mesmo falando um português “macarrônico” (trocadilho infame, já que estamos falando de cozinha italiana) ele é o melhor do filme, um charme. A trilha sonora é um show à parte, bom ouvir numa produção americana bossa nova cantada por pai e filha, João Gilberto e Bebel Gilberto.

Outra grande vantagem do filme é usar a protagonista como inspiração. Comer eu já fiz, fui ao Spoleto, apesar de ser agnóstica quando dormir vou rezar agora só vai ficar faltando acordar com um bonitão como o Javier Bardem, quem sabe, milagres acontecem.

Ao final, fiquei com a sensação que a protagonista da história aproveitou o melhor do trinômio comer, rezar e amar; comeu comida italiana, rezou no modelo indiano e finalmente, amou um brasileiro! Esperta essa Elizabeth Gilbert, não?!




Mariana

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma amiga me mandou o texto abaixo e eu achei bem legal e super pertinente publicá-lo por aqui. As vezes, a gente precisa parar e refletir um pouquinho sobre o motivador das nossas relações e ver se não estamos simplesmente carentes.



Você sabe lidar com a carência? Reconheça o tanto de afeto que o cerca e deixe de temer a solidão

Por Celia Lima

(Psicoterapeuta Holística, utiliza florais e técnicas da psicossíntese como apoio ao processo terapêutico. Presta atendimento individual e em grupo, e serviços de coaching pessoal)



Sentir-se carente é algo que acontece com todos os seres humanos. A carência afetiva pode ser mais ou menos intensa, pode durar um período curto ou longo e algumas pessoas vivem no estado de carência uma vida inteira.


O que ocorre na maior parte das vezes é que não fomos treinados para suprir nossas carências, ao menos temporariamente. Imaginamos que esse suprimento afetivo só pode ocorrer se estivermos com um parceiro ou parceira. Não é à toa que existe muita gente que "não consegue ficar sozinha".


Temos várias fontes de afeto que não reconhecemos como tal porque nossa cultura praticamente exige que estejamos namorando ou casados, como se isso fosse garantia de plenitude afetiva. Não é!


E por causa dessa crença ficamos menos seletivos, acabamos por entrar às cegas em relacionamentos que se transformam em sofrimento e problema assim que termina a fase do encantamento, da sedução. Nos vemos envolvidos com pessoas difíceis, ciumentas demais, exploradoras, insensíveis, desrespeitosas, com uma personalidade muito distante daquilo que pretendíamos ter ao nosso lado. E por medo da solidão, na ilusão de que estar com alguém estaremos a salvo da carência, não nos damos conta de que continuamos esvaziados de afeto, mendigando amor e atenção.


Olhe ao redor

Quando você se sentir carente, volte seu olhar para os outros setores de sua vida e perceba o quanto está perdendo em qualidade de vida afetiva quando acredita que só pode ser suprida ao estar mergulhada num relacionamento a dois. Preste atenção em:


Sua família - seus pais, por mais que vocês tenham problemas de convivência, demonstram o amor das mais variadas formas: fazendo aquela comida gostosa, cuidando da organização e sustento da casa, se interessando por seu bem estar. Abra seu coração para esse carinho silencioso, saiba receber e retribuir. Reconheça o afeto contido nas pequenas atitudes.
Seus filhos - pequenos ainda, ou adolescentes e mesmo já adultos, demonstram seu carinho com uma brincadeira, dividindo um segredo, partilhando uma alegria, demonstrando confiança.
Seus amigos - o convite para uma festa, a declaração de amizade, o ombro oferecido sem outro interesse a não ser amparar você ou a busca de seu ombro confiando problemas.
Seus colegas de trabalho ou de colégio/faculdade - a ajuda prestada numa matéria ou a orientação sobre as diretrizes da empresa são uma atitude generosa, o convite para o almoço ou para a balada demonstrando que sua presença é querida...

Aprenda a nutrir a si mesmo

Se você aprende a reconhecer nos pequenos gestos uma atitude afetiva, você passa a se sentir muito mais suprido e feliz."Se você aprende a reconhecer nos pequenos gestos uma atitude afetiva, você passa a se sentir muito mais suprido e feliz." Mas tão importante quanto sentir-se nutrido por colegas, amigos, familiares e filhos, é aprender a nutrir a si mesmo. Valorize suas qualidades e aprenda a reconhecer as coisas legais que você faz, a pessoa bacana que você é! Aprenda a dar a você mesmo pequenos presentes, desde uma xícara gostosa de café até uma merecida viagem de férias. Mas faça isso com consciência, sem ligar o "piloto automático". Enquanto estiver preparando seu café, curta esse momento, perceba que você pode se afagar quando curte o prazer de deitar em lençóis cheirosos ou quando prepara a pipoca para assistir àquele filme que queria tanto ver.


Os pares que escolhemos para compartilhar a vida a dois estarão muito mais próximos de nos satisfazer afetivamente quando somos movidos pelo desejo de estarmos acompanhados, ao invés de estarmos movidos pela necessidade de suprir nossas carências. Quando estamos em paz por sabermos que somos capazes de nos suprir de diversas formas, estamos também mais alertas, conseguimos detectar melhor se a pessoa com quem estamos nos envolvendo tem as qualidades que desejamos e merecemos.


É muito importante estar "antenado" em você mesmo e reconhecer o tanto de afeto que o cerca. E antes de sair desenfreadamente buscando do lado de fora preencher os vazios do seu coração, faça antes por você mesmo o que gostaria que alguém fizesse. Ou seja, cuide de você. Ame-se!




Fonte:

http://www.personare.com.br/revista/amor/materia/798/voce-sabe-lidar-com-a-carencia?utm_source=MailingList&utm_medium=email&utm_content=padflopes%40gmail.com&utm_campaign=Newsletter+-+09%2F09%2F2010




Jacqueline