quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma amiga me mandou o texto abaixo e eu achei bem legal e super pertinente publicá-lo por aqui. As vezes, a gente precisa parar e refletir um pouquinho sobre o motivador das nossas relações e ver se não estamos simplesmente carentes.



Você sabe lidar com a carência? Reconheça o tanto de afeto que o cerca e deixe de temer a solidão

Por Celia Lima

(Psicoterapeuta Holística, utiliza florais e técnicas da psicossíntese como apoio ao processo terapêutico. Presta atendimento individual e em grupo, e serviços de coaching pessoal)



Sentir-se carente é algo que acontece com todos os seres humanos. A carência afetiva pode ser mais ou menos intensa, pode durar um período curto ou longo e algumas pessoas vivem no estado de carência uma vida inteira.


O que ocorre na maior parte das vezes é que não fomos treinados para suprir nossas carências, ao menos temporariamente. Imaginamos que esse suprimento afetivo só pode ocorrer se estivermos com um parceiro ou parceira. Não é à toa que existe muita gente que "não consegue ficar sozinha".


Temos várias fontes de afeto que não reconhecemos como tal porque nossa cultura praticamente exige que estejamos namorando ou casados, como se isso fosse garantia de plenitude afetiva. Não é!


E por causa dessa crença ficamos menos seletivos, acabamos por entrar às cegas em relacionamentos que se transformam em sofrimento e problema assim que termina a fase do encantamento, da sedução. Nos vemos envolvidos com pessoas difíceis, ciumentas demais, exploradoras, insensíveis, desrespeitosas, com uma personalidade muito distante daquilo que pretendíamos ter ao nosso lado. E por medo da solidão, na ilusão de que estar com alguém estaremos a salvo da carência, não nos damos conta de que continuamos esvaziados de afeto, mendigando amor e atenção.


Olhe ao redor

Quando você se sentir carente, volte seu olhar para os outros setores de sua vida e perceba o quanto está perdendo em qualidade de vida afetiva quando acredita que só pode ser suprida ao estar mergulhada num relacionamento a dois. Preste atenção em:


Sua família - seus pais, por mais que vocês tenham problemas de convivência, demonstram o amor das mais variadas formas: fazendo aquela comida gostosa, cuidando da organização e sustento da casa, se interessando por seu bem estar. Abra seu coração para esse carinho silencioso, saiba receber e retribuir. Reconheça o afeto contido nas pequenas atitudes.
Seus filhos - pequenos ainda, ou adolescentes e mesmo já adultos, demonstram seu carinho com uma brincadeira, dividindo um segredo, partilhando uma alegria, demonstrando confiança.
Seus amigos - o convite para uma festa, a declaração de amizade, o ombro oferecido sem outro interesse a não ser amparar você ou a busca de seu ombro confiando problemas.
Seus colegas de trabalho ou de colégio/faculdade - a ajuda prestada numa matéria ou a orientação sobre as diretrizes da empresa são uma atitude generosa, o convite para o almoço ou para a balada demonstrando que sua presença é querida...

Aprenda a nutrir a si mesmo

Se você aprende a reconhecer nos pequenos gestos uma atitude afetiva, você passa a se sentir muito mais suprido e feliz."Se você aprende a reconhecer nos pequenos gestos uma atitude afetiva, você passa a se sentir muito mais suprido e feliz." Mas tão importante quanto sentir-se nutrido por colegas, amigos, familiares e filhos, é aprender a nutrir a si mesmo. Valorize suas qualidades e aprenda a reconhecer as coisas legais que você faz, a pessoa bacana que você é! Aprenda a dar a você mesmo pequenos presentes, desde uma xícara gostosa de café até uma merecida viagem de férias. Mas faça isso com consciência, sem ligar o "piloto automático". Enquanto estiver preparando seu café, curta esse momento, perceba que você pode se afagar quando curte o prazer de deitar em lençóis cheirosos ou quando prepara a pipoca para assistir àquele filme que queria tanto ver.


Os pares que escolhemos para compartilhar a vida a dois estarão muito mais próximos de nos satisfazer afetivamente quando somos movidos pelo desejo de estarmos acompanhados, ao invés de estarmos movidos pela necessidade de suprir nossas carências. Quando estamos em paz por sabermos que somos capazes de nos suprir de diversas formas, estamos também mais alertas, conseguimos detectar melhor se a pessoa com quem estamos nos envolvendo tem as qualidades que desejamos e merecemos.


É muito importante estar "antenado" em você mesmo e reconhecer o tanto de afeto que o cerca. E antes de sair desenfreadamente buscando do lado de fora preencher os vazios do seu coração, faça antes por você mesmo o que gostaria que alguém fizesse. Ou seja, cuide de você. Ame-se!




Fonte:

http://www.personare.com.br/revista/amor/materia/798/voce-sabe-lidar-com-a-carencia?utm_source=MailingList&utm_medium=email&utm_content=padflopes%40gmail.com&utm_campaign=Newsletter+-+09%2F09%2F2010




Jacqueline

4 comentários:

  1. Concordo plenamente com o artigo!! O problema é segui-lo na prática, é muuuuito difícil também estar sozinha, até porque a sociedade de uma certa forma te cobra estar com alguém. Mas eu estou tentando, eu juro!!! Ser solteira tem as suas vantagens...

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  4. Bem legal o texto, mas concordo com o comentário anterior, é difícil pôr essas idéias em prática hoje em dia.

    Hoje temos à disposição inúmeras pretensas ferramentas que prometem nos conectar à mais pessoas e com isso proporcionar mais "oportunidades" de estabelecermos e estreitarmos relações... Seria bem interessante se isso correspondesse à realidade.
    Falo de carência em um sentido amplo, não só daquela relacionada a um namoro propriamente dito.
    Nos escondemos muito atrás dos meios e esquecemos o verdadeiro fim. Frequentemente invertemos nossas prioridades por medos bobos.
    Estamos tão enferrujados nesse negócio de estreitar relações que criamos dificuldades imensas à nós mesmos. Falta respeito ao próximo e, em função disso, sobram receios...

    Esse mês foi pubicada uma reportagem muito interessane na revista GALILEU sobre a "Fórmula da Felicidade" e o denominador comum é justamente a capacidade de estabelecer conexões pessoais e interpessoais...

    Vamos de mal à pior.

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